A fazenda fica a oito quilômetros do Centro de Castelo e a dois quilômetros da ES-166, que faz a interligação da BR-262 entre Cachoeiro de Itapemirim e Venda Nova do Imigrante.

Marco histórico da colonização de Castelo pelos desbravadores portugueses, o espaço conta a história também dos escravizados e dos imigrantes italianos e reflete a imponência dos áureos tempos do café. Fundada em 1845, teve como primeiro proprietário Antônio Vieira Machado da Cunha. O nome “Centro” foi por causa da posição geográfica, que fazia dela um ponto de encontro obrigatório dos demais fazendeiros da região para as festas religiosas e comemorações.

Com a extinção do trabalho escravo, no ano de 1888, a fazenda entrou em declínio e ficou praticamente abandonada, sendo pouco tempo depois adquirida pela Ordem Religiosa Agostiniana. Na história da Fazenda do Centro destaca-se a figura do frade agostiniano Manuel Simón. Em julho de 1909 ele, em companhia de um grupo de imigrantes italianos, visitou a propriedade e encantou-se pela beleza e fertilidade da região. O negócio foi no dia 24 de dezembro do mesmo ano.

No ano seguinte, 1910, a fazenda foi dividida em lotes de 10 alqueires e a ocupação pelos imigrantes italianos começou. Estima-se que mais de 300 famílias chegaram à região. Foi com o trabalho do imigrante que a fazenda tornou-se o mais importante centro econômico e social da região, produzindo café, cana-de-açúcar e milho.

Com o passar dos anos ocorreram novos loteamentos e doações de terras, mas invasões também aconteceram, reduzindo consideravelmente a extensão da propriedade. No período de 1952 a 1989, exceto entre os anos de 1973 a 1983, o Casarão funcionou como Seminário para a formação de jovens religiosos.

Tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1984, o Casarão da Fazenda do Centro recebeu um projeto de ocupação e de revitalização amplamente discutido com a sociedade observando as tradições e os valores culturais do município de Castelo e região.

A restauração garante a preservação do patrimônio e permite aos cidadãos ter acesso a um bem cultural e a um equipamento turístico, com ganhos simultâneos para a cultura, o patrimônio e o turismo, bem como a comunidade, ao preservar sua memória e sua história.

Visitação: Terça-feira a domingo, das 9h às 16h.